04-01-2022 - Jerusalem Post
No macrocosmo político, Israel tem sofrido desde sempre com perseguições e injustiças, sendo julgado desfavoravelmente, não apenas por países declaradamente contrários à sua existência, quanto também por ?aliados?, que hoje podem estar favorável à suas causas, quanto à partir de determinado instante torna-se totalmente contrário.
O DIREITO DE EXISTIR DO ESTADO DE ISRAEL E DOS BNEI ANUSSIM
Todos sabemos que vivemos em um mundo dividido geograficamente, politicamente, religiosamente... e mente quem afirma não sentir-se de alguma forma agredido por esta separação... ou que não assuma que também seja um agressor diante deste ponto de vista. Sim, todos nos sentimos “separados” e “separadores", pois a vida nos obriga a fazer distinções o tempo todo, a julgar a tudo e a todos, por mais que alguém tente ser o mais imparcial possível. Quanto ao Estado de Israel, e a questão Bnei Anussim, isto não é diferente...
No macrocosmo político, Israel tem sofrido desde sempre com perseguições e injustiças, sendo julgado desfavoravelmente, não apenas por países declaradamente contrários à sua existência, quanto também por “aliados”, que hoje podem estar favorável à suas causas, quanto à partir de determinado instante torna-se totalmente contrário. Ouvi esta semana de um certo amigo: “Israel não possui países aliados... possui países que hora estão defendendo-o, hora estão atacando-o, dependerá sempre do interesse que está em jogo para o tal país!” - Correto... e não é uma assertiva apenas referente à Israel... esta é uma verdade universal, e que envereda para o microcosmo social de cada um de nós. E sendo assim, quanto à Israel, há os que defendem sua existência, os SIONISTAS, e aqueles que torcem por sua derrocada final, os chamados ANTI-SIONISTAS. Mas não nos enganemos... os opositores de Israel não estão apenas fora de Israel e fora do povo judeu... também habita em Israel e dentro do povo judeu.
Quanto aos Bnei Anussim, nós que descendemos de judeus que foram perseguidos, humilhados e mortos naquele que muitos hoje já o denominam de Holocausto Ibérico, e que estendeu também seus tentáculos monstruosos além da Europa. Segundo estudos, somos a maioria do povo brasileiro e parte relevante da população de vários países espalhados por todos os continentes. Da mesma forma que Israel, temos aqueles que defendem nosso direito de existir (PRÓ-BNEI ANUSSIM), assim também como aqueles que nos odeiam e que torcem por nosso fim (ou ao menos, nosso silêncio, já que alguém privado de comunicação tende a ser esquecido), que são os ANTI-BNEI ANUSSIM. Assim também, nossos opositores não são apenas os que historicamente perseguiram nossos pais, e que se recusam até hoje em contar nossa história nas escolas de nossos países, mas também, e principalmente, os que são parte de organizações judaicas ortodoxas, que evocam o conceito “Bnei Noach” para sobrepô-la à nossa condição Bnei Anussim.
Estas organizações judaicas ortodoxas, no Brasil, têm exposto abertamente sua oposição à causa Bnei anussim, afirmando que “Deus segue os veredictos dos tribunais rabínicos”, e que “os Tribunais Ortodoxos são os tribunais religiosos verdadeiros”. Sem sequer mensurar o abjeto tom simplista da primeira disposição, pergunto sobre a segunda: verdadeiros para quem? Só se for para eles! Os judeus religiosos se reúnem em vários tipos de congregações e comunidades diferentes, sob orientação de associações ou não, cada um com seu próprio tribunal rabínico ao qual direcionam suas querelas. Relembremos o início desta matéria sobre o mundo dividido... no judaísmo ocorre o mesmo... somos ortodoxos, conservadores, reconstrucionistas, liberais... somos rabínicos, caraítas, samaritanos, e até, acreditem, ateísticos. O povo judeu é plural, como plural é o ser humano em tudo que faz, e não seria diferente perante o Sagrado.
Afirmam ainda que “os Tribunais Ortodoxos, os tribunais religiosos verdadeiros, decretam que os Bnei Anussim não existem”. Enganam e enganam-se. Tribunal Rabínico nenhum pode legislar ou setenciar que algo existente simplesmente não exista. A história nossa e de nossos pais não podem ser apagadas. As trevas da Inquisição não podem ser esquecidas. Como está escrito em nosso Sidur: “Os mortos, Deus na Sua grande misericórdia, os fará reviver. Bendito seja o Seu Nome, louvado para sempre”... Nossos mortos reviverão... e onde estará sua descendência... estes Tribunais Rabínicos acreditam realmente que poderão apagar-nos da história?!? Não conseguem sequer nos apagar de sua responsabilidade para conosco diante do Tribunal dos Céus!!! Quem eles pensam ser o grande responsável pelo despertar da consciência Bnei anussim no mundo inteiro?!? O Grande Arquiteto do Universo cobrará de todos o sangue que jorrou, as torturas sofridas, as humilhações e terrores impostos... A lei da ação e reação, a causa e o efeito tão descrito na Kabalah... A LUZ INFINITA a tudo ilumina, e a todos traz pós Si.
“Não há nenhum número oficial que reflita a amplitude do fenômeno dos Bnei Anussim no Brasil. No entanto, ele pode ser claramente sentido. Há inúmeras organizações e entidades em atividade, e acreditamos que existam no país milhares de pessoas em distintas etapas de retorno ao judaísmo. Infelizmente, uma pequena porcentagem o externa porque, incrivelmente, eles ainda têm medo de fazê-lo”.
- Salomon Buzaglo, diretor do ISAS (Instituto para Estudos Sefaraditas e dos Anussim - Netanya Academic College - Israel) -
Yaakov Uriel, registrado como Thiago Vieira Calheiros, nascido em 1974, residente e natural de Recife - Pernambuco. Tendo morado em Curitiba - Paraná entre os anos de 2001 e 2018, graduou-se em Direito pela UTP - Universidade Tuiuti do Paraná neste período. É marido de Ednah Miryam e pai de David. Sionista ferrenho e defensor da causa Bnei Anussim.
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